Sou uma grande entusiasta de metodologias ativas de ensino, pois é algo que se conecta com a realidade e o perfil dos estudantes. Em uma metodologia tradicional há uma exposição passiva de conteúdo, não há estímulos para que esse conteúdo acabe sendo retido pelos estudantes. Gosto de pensar que o lugar do aluno não é na platéia, assistindo passivamente à própria educação acontecer. Para isso minh...
Sou uma grande entusiasta de metodologias ativas de ensino, pois é algo que se conecta com a realidade e o perfil dos estudantes. Em uma metodologia tradicional há uma exposição passiva de conteúdo, não há estímulos para que esse conteúdo acabe sendo retido pelos estudantes. Gosto de pensar que o lugar do aluno não é na platéia, assistindo passivamente à própria educação acontecer. Para isso minha forma de abordar os conteúdos é tornando a participação do estudante como o protagonista, até mesmo porque o aprendizado não acontece sem ele. Primeiro exponho um tema a ser aprendido, esclareço brevemente algumas formas de adoção do conteúdo, depois gosto de utilizar aprendizagem baseada em problemas, onde primeiro estimulo a compreensão sobre o problema, os estudantes precisam entender qual é o problema está envolvido; depois um conflito cognitivo, uma espécie de dificuldade, que é necessária para o aprendizado do conteúdo; e, por fim, a resolução após identificar o problema e se deparar com algumas dificuldades, é necessário encontrar, também, uma resolução, de modo conjunto, se possível, para que se estimule a aceitação de diferentes vozes sobre o mesmo fenômeno. Porque é muito complicado aprender programação só lendo regras de sintaxe. Programar é um exercício de elaboração de caminhos lógicos, se a gente consegue estimular o interesse do aluno no problema e mostrar via os próprios colegas de classe que diferentes caminhos podem levar à uma série de soluções criativas para resolver o problema, não há dúvidas que a absorção do conteúdo será mais natural possível. Pelo menos foi isso que eu aprendi quando auxiliei na gestão de dois cursos de ensino à distância de um projeto de extensão na UFRRJ e também observei recentemente no meu mestrado no meu estágio docência. Não tem como dar aula de computação em um modelo tradicional de ensino. Até tem. Mas não tem um resultado satisfatório.